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Revestimentos táteis e recursos sensoriais marcam apê acessível de 130m²

A arquiteta Giseli Koraicho, do Infinity Spaces Arquitetura e Interiores, criou o projeto para o palestrante Guilherme Bara, deficiente visual, e sua filha

 (Dotta/Casa.com.br)


Este apartamento da década de 1970 de 130m² é a morada a do palestrante Guilherme Bara, deficiente visual, e sua filha Clara, de 10 anos. O desafio da designer de interiores Giseli Koraicho, da Infinity Infinity Spaces Arquitetura e Interiores foi criar um projeto elegante e sofisticado, que contemplasse as questões de acessibilidade em um prazo enxuto.


Para esta reforma, a profissional aplicou a neuroarquitetura, que visa a maior compreensão dos impactos nos ambientes, no cérebro e nos comportamentos humanos, contemplando os vários aspectos que influenciam na percepção do meio por parte dos indivíduos.



“Aqui, em particular, estimulamos nosso cliente a interagir mais com seu espaço através da arquitetura sensorial, com revestimentos táteis de diferentes texturas”, explica.


Soluções olfativas como aroma específico para o espaço do morador, linhas verticais e horizontais facilitando a locomoção com maior independência também foram adotados no projeto. Toda essa preocupação e cuidado é para impactar positivamente na qualidade de vida do cliente e de outros usuários.


Ainda de segundo ela, foi preciso adequar a planta original para criar um layout com uma circulação adequada ao morador, de forma a facilitar e eliminar qualquer risco de acidentes no seu dia a dia.


Living multifuncional

(Dotta/Casa.com.br)


Ao entrar no apartamento, já é possível ver as soluções que fazem a diferença na rotina do morador. A integração entre os ambientes sociais foi imprescindível, pois ele adora receber os amigos e familiares.


Na sala de estar, as cores neutras são predominantes, entregando ares de sobriedade. Entretanto, na especificação dos materiais, Giseli teve o cuidado de selecionar materiais capazes de contribuir para a autonomia de Guilherme. É o caso do papel de parede com acabamento que evidencia texturas e relevos.


Conectada com o estar, a sala de jantar conta com uma mesa de jantar em laca preta com cadeiras e banco com assento estofado.


“Evitamos quinas e apostamos em um mobiliário com curvas e formas orgânicas, que além de atemporais, cooperam para atender as especificidades da vida autônoma que o Guilherme pode levar”, comenta Giseli, que ainda enfatiza a praticidade desses espaços tanto no que diz respeito à montagem, limpeza, manutenção e claro, ergonomia e muito conforto.


Cozinha planejada

(Dotta/Casa.com.br)


Dando acesso a cozinha, a porta de correr tornou a circulação com a sala melhor, ao mesmo tempo que propicia privacidade entre os dois cômodos. Pensada para uma pessoa com deficiência visual, ela não contém trilho no piso, evitando o risco de tropeços e acidentes cotidianos.


(Dotta/Casa.com.br)


No interior do ambiente, não poderia faltar praticidade e funcionalidade evidentes por meio dos revestimentos práticos e fáceis de limpar. A marcenaria bem pensada auxilia na organização e faz com que o morador saiba exatamente onde cada coisa está guardada.


“Nossa dedicação em dispor tudo no seu lugar certo era fundamental, já que ele precisa ter tudo de fácil acesso e próximo ao que ele precisa fazer, como os itens de cocção próximos ao cooktop”, detalha a profissional.


Lavabo bem aproveitado

(Dotta/Casa.com.br)


Último cômodo da área social, o lavabo é outro local que conta com marcenaria planejada, que não só ‘veste’ o ambiente com elegância, como faz as vezes de roupeiro para acomodar o enxoval de banho em seu interior.


Quarto infantil atemporal

(Dotta/Casa.com.br)


O primeiro cômodo da ala íntima do apartamento é o quarto da da filha. Neste ambiente, Giseli manteve a paleta de cores do apartamento, apenas personalizando alguns pontos com o objetivo de atender o jeitinho e os sonhos da menina. Ela criou uma bancada para estudos integrada com uma penteadeira com direito à iluminação frontal.


(Dotta/Casa.com.br)


“Também tivemos um certo cuidado com iluminação do quarto, que além de geral, recebeu um ponto indireto na cabeceira da cama”, explica.


“Assim como na sala de estar, o papel de parede revela a textura para facilitar a sensibilidade ao toque e, na estrutura, além da cama da Clara, ainda incluímos uma adicional para os dias que receber suas amiguinhas para dormir”, completa.


Banheiro da Clara

(Dotta/Casa.com.br)


Com a leveza dos tons claros adotados, em uma das paredes está a pintura realizada pela artista plástica Erika Brasil, que não só contribuiu para o bem-estar da pequena, como tornou-se uma solução criativa para ‘vestir’ o ambiente.


Quarto com revestimento que estimula o tato

(Dotta/Casa.com.br)


O quarto do Guilherme foi executado com muitas texturas e relevos que estimulam o toque, permitindo uma experiência sensorial no seu ambiente de descanso.


Na cabeceira, a profissional investiu investiu na aplicação de couro sintético e, no painel da TV, o MDF cinza acompanha a proposta de tons neutros no ambiente.


(Dotta/Casa.com.br)


“Uma curiosidade do quarto é a mesinha do lado da cama. Além da função de apoiar objetos, ela também é uma adega. Assim, unimos o útil ao agradável”, confidencia Giseli.


Banheiro Prático

(Dotta/Casa.com.br)


Com circulação generosa, o banheiro do Guilherme é um espaço que não causa nenhum acidente e favorece o dono do apartamento para a realização de suas tarefas.


“O estímulo ao toque, por meio de texturas e relevos, também se faz presente neste banheiro. Dentro do box, por exemplo, aplicamos um revestimento 3D”, conta.


Home Office

(Dotta/Casa.com.br)


Ergonomia é a palavra que define o home office do Guilherme: No local de trabalho do morador, prateleiras, armários, cadeira e outros elementos foram trazidos para o maior conforto. “Todos os detalhes atendem as proporções exatas que definem um ambiente de trabalho funcional e confortável para ele”, conclui Giseli.


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